A ansiedade é uma reação natural do nosso organismo frente a situações que representam ameaça, estresse ou desafio. É uma resposta biológica que, em níveis normais, tem função de proteção — nos prepara para lidar com situações de risco, foco ou desempenho.
No entanto, quando essa reação se torna intensa, frequente e desproporcional, passa a ser considerada patológica. Nesses casos, deixa de ser um mecanismo saudável e se transforma em um transtorno que impacta diretamente a qualidade de vida, o bem-estar e o funcionamento social, profissional e emocional do indivíduo.
Do ponto de vista psiquiátrico, a ansiedade é caracterizada por sintomas físicos e emocionais, como:
Taquicardia
Sudorese
Tensão muscular
Falta de ar
Sensação de aperto no peito
Pensamentos acelerados e catastróficos
Medo excessivo, preocupação constante e antecipação de problemas que, muitas vezes, nem aconteceram
Existem diferentes tipos de transtornos de ansiedade, como o transtorno de ansiedade generalizada (TAG), fobia social, transtorno do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), entre outros.
É muito importante reforçar que ansiedade patológica não é "frescura", "fraqueza" ou "falta de controle". Trata-se de uma condição médica que envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais — e que, felizmente, tem tratamento.
O acompanhamento com um psiquiatra é fundamental. Através da combinação de intervenções como psicoterapia, medicação e mudanças no estilo de vida, é possível controlar os sintomas, retomar o equilíbrio emocional e melhorar significativamente a qualidade de vida.